Não sei se a culpa é do Verão que teima em tardar, ou nossa, dois irresponsáveis e loucos, na busca da intimidade, que é lenha para o inverno que está a chegar.
Não sei o que pensar de mais um fim-de-semana passado ao teu lado.
Não sei o que fazer depois de te ter outra vez junto de mim.
A premissa foi a mesma e desta vez seguimos a ideia inicial. Encontrarmos-nos em Ourense para um fim-de-semana numa vila pitoresca.
Quando falamos de nos encontrarmos outra vez eu achei que desta vez as coisas não iriam ser como da outra. Que agora não iria correr tudo tão bem. Que agora iam aparecer intrigas ou defeitos... Além disso, achei também que já tinha passado muito tempo desde que tínhamos estado juntos. Apercebi-me que fui rumo ao Norte com o coração mais leve...
Tive tempo para pensar, a viagem até ti foram 4 horas só, e nos entretantos reflecti... Reflecti muito. Cheguei até a pensar se queira mesmo o que estava a fazer... Durante a viagem ouvi música, cantei, olhei a paisagem, delirei, bocejei, fotografei, falei, mas a ânsia de te encontrar nunca me largou. "Ourense é longe como tudo" dei por mim a pensar vezes sem fim. Acreditei que não sabia o que estava a fazer, que seguia rumo ao norte porque me teria comprometido com isso. Fiquei seriamente na dúvida sobre se estaria a fazer aquilo que realmente queria e no entanto segui o meu caminho. Vi o pôr-do-sol do alto das montanhas, atrás das imponentes torres éolicas, que giram lá no alto, tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas... Vi o anoitecer, atravessei a fronteira e finalmente cheguei ao nosso hotel.
Surpresa das surpresas, foi exactamente o hotel onde tinha ficado da única vez que tinha visitado Ourense. Assim que entrei no quarto e te pus os olhos em cima todos os pensamentos da viagem se dissiparam. Assim, instantaneamente, deixei de ter dúvidas. Tu estavas ali, à minha espera, mais lindo que nunca, só para mim. E eu aqui estava, do lado de cá da fronteira, cansado mas feliz, com o coração aos pulos beijei-te e a minha vontade era ficar ali agarrado a ti.
Daqui em diante tudo foi quase perfeito: desde as termas ao luar, a lua cheia, a água quente, as carícias debaixo de água, amor nos lençóis, dormir agarrado a ti, despertar durante a noite e beijar-te, amar-te de manhã, tomar banho contigo, passear de carro com a mão pousada na tua perna, beijar-te num miradouro, saltar para o cima de ti e agarrar-me como uma lapa, admirar o belo mosteiro de Santo Estevo, almoçar num restaurante pitoresco, visitar as termas durante o dia, passear por Ourense à noite, ver-te comer tortilla, beber um gin num tragaluz, percorrer as ruas empedradas da uma cidadezinha mais pequena ainda que ourense, caminhar junto ao rio Arnoia, fazer amor contigo, sentir-me teu, entregar-me totalmente...
Perceber que estás feliz, o teu sorriso, a tua mão a tocar a minha, os dedos a entrelaçarem-se, as palmas a chegar uma até à outra e a força com que me seguraste antes de me dares mais um beijo.
Tudo quase perfeito. Não fosse a realidade...
Sem falar no futuro regressei. E agora aqui estou. Sem saber como fui permitir que me fosse apaixonar por ti...
Sem saber se haverá um terceiro capítulo...
Sem saber como: estou consciente, não esqueci a realidade... Mas parte de mim quer sonhar e voar...
Se és um amor de verão, pois então que o verão fique, pois não te quero esquecer...
#allariz #arnoia #ourense #galicia #españa #romantic #romanticmood #insanity #insane #crazy #louco #weekend #love ?!
terça-feira, 20 de setembro de 2016
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
#insanaty
Tudo não passou de uma grande loucura.
#insanaty
#insane
#irracional
#crazy
Aos poucos vou caindo em mim... E como disse antes, vou arrumando o que se passou no lugar onde se guardam as boas memórias, naquele espaço especial que criei para ti, que se vai tornando silencioso e que para sempre ficará associado a um momento de paz no meio da tormenta...
A ilusão deixa de o ser. A realidade, dura e crua, chega com o frio que anuncia o fim do verão.
Não deixo de me espantar de como o ser humano é cego, surdo e mudo, perante a saudade, a tesão, a curiosidade, a paixão... Sei bem que daqui por umas semanas tu não serás mais que uma lembrança, que não me provocarás um aperto no peito e, continuando com os cliches, que já não sentirei as asas das borboletas a coçarem-me o estômago, provocando aquelas cocegas que me arrepiam inteiro, tal e qual como tu fizeste, com os teus beijos provocadores... E no entanto, consciente disto, não deixo de me sentir triste e frustrado com o término do "e se"... A realidade, essa grande parede que impõe entre nós, é uma autoestrada de quase 400km, são "as demais situações" que fazem com que "não dá para mais"...
Eu conheço bem a realidade. Já escrevi sobre a realidade. A realidade é que até já fiz um teatro sobre a realidade. A realidade é que já a conhecia antes de te conhecer. Já sabia exactamente como seria e até era um defensor dela. Foi apoiado na realidade que menosprezei o fim-de-semana. A realidade é que era pouco provável que em dois dias eu te fosse conquistar. A realidade é que era igualmente improvável que nesses mesmos dois dias tu me fosses conquistar. A realidade é que nem sei se o fizeste. Mas a realidade é que agora custa a lidar com a dúvida...
Terás sido tu um "amor de verão"?! a verdade é que não me recordo de os ter, não sei a que se assemelham, como se detectam e muito menos, como se lida com eles...?!
Sei que mexeste comigo.
Sei que continuo louco.
Mas sei também que a loucura está controlada.
#insanaty
#insane
#irracional
#crazy
Aos poucos vou caindo em mim... E como disse antes, vou arrumando o que se passou no lugar onde se guardam as boas memórias, naquele espaço especial que criei para ti, que se vai tornando silencioso e que para sempre ficará associado a um momento de paz no meio da tormenta...
A ilusão deixa de o ser. A realidade, dura e crua, chega com o frio que anuncia o fim do verão.
Não deixo de me espantar de como o ser humano é cego, surdo e mudo, perante a saudade, a tesão, a curiosidade, a paixão... Sei bem que daqui por umas semanas tu não serás mais que uma lembrança, que não me provocarás um aperto no peito e, continuando com os cliches, que já não sentirei as asas das borboletas a coçarem-me o estômago, provocando aquelas cocegas que me arrepiam inteiro, tal e qual como tu fizeste, com os teus beijos provocadores... E no entanto, consciente disto, não deixo de me sentir triste e frustrado com o término do "e se"... A realidade, essa grande parede que impõe entre nós, é uma autoestrada de quase 400km, são "as demais situações" que fazem com que "não dá para mais"...
Eu conheço bem a realidade. Já escrevi sobre a realidade. A realidade é que até já fiz um teatro sobre a realidade. A realidade é que já a conhecia antes de te conhecer. Já sabia exactamente como seria e até era um defensor dela. Foi apoiado na realidade que menosprezei o fim-de-semana. A realidade é que era pouco provável que em dois dias eu te fosse conquistar. A realidade é que era igualmente improvável que nesses mesmos dois dias tu me fosses conquistar. A realidade é que nem sei se o fizeste. Mas a realidade é que agora custa a lidar com a dúvida...
Terás sido tu um "amor de verão"?! a verdade é que não me recordo de os ter, não sei a que se assemelham, como se detectam e muito menos, como se lida com eles...?!
Sei que mexeste comigo.
Sei que continuo louco.
Mas sei também que a loucura está controlada.
terça-feira, 6 de setembro de 2016
Resultado 001
Posta a proposta, aceite o rascunho, passámos à execução.
Trocamos o país.
Trocamos o
destino: de cidade interior pitoresca, passamos para uma vila junto ao mar.
Trocamos o
alojamento: de quarto rústico por uma casinha pré-fabricada num parque de
campismo.
Trocamos os
jantares: substituímos a luz das velas por uma conversa debaixo de um céu
estrelado.
Trocamos as
tardes: a água tépida das termas, pelo mar revolto do Atlântico.
Trocamos a banda
sonora pelo silêncio...
De repente, ao teu
lado, estou confortável no silêncio. Estou em paz, ouço as ondas rebentar,
sinto o frio húmido e chego-me a ti. Encostas a cabeça ao meu peito e deixo-te
adormecer. Há duas horas não te conhecia e agora trazes-me conforto e
serenidade. Procuro uma estrela cadente enquanto te sinto a relaxar, cada vez
mais entregue a mim. A estranheza passou mas o céu continua a distrair-me. Não
me recordo de estar debaixo de tantas estrelas. Parece que não consigo
acreditar no que estou a ver. No que estou a sentir.
A realidade é que
passei os últimos dias a evitar pensar em ti. A fugir da realidade e a
deixar-me ir. Como é que é possível que no meio da minha loucura tenha
encontrado alguém tão louco como eu?! A dúvida percorre-me. Desconfiado que
sou, imaginei mil defeitos. Não era possível. Não podias ser normal.
Passaram-se os
dias e a aventura começou a ganhar forma. Escolhemos o destino, marcámos o
alojamento e decidimos quando nos iríamos finalmente encontrar.
Eu sabia que iria,
fui eu quem marcou o nosso abrigo, quanto mais não fosse pelo prejuízo
monetário, estava implícito que eu compareceria ao nosso encontro. Eu sabia
também que iria um dia antes de ti. Ia ter mais uma noite, uma noite sozinho,
para perceber exactamente o que estava a fazer, talvez para entrar no
"espírito de loucura"... Eu tinha esta certeza: eu vou. Tudo o resto
era para mim incerto.
Deixei Coimbra
depois de muito engonhar. Fiz as malas lentamente, tomei banho sem pressas,
aparei a barba ao detalhe. Não que achasse que isso fosse importar, mas de
alguma forma estava a ganhar forças para partir. Inventei algumas desculpas
para quem foi necessário e lá fui...
Os que sabiam
exactamente ao que ia, parece-me a mim, estavam tão incrédulos quanto eu.
Gabaram-me a coragem. Gabaram-me a sorte. Gabaram-me a loucura...
Fui...
"Ansioso como uma criança que vai numa viagem de estudo"...
Cheguei,
acomodei-me e comecei imediatamente a gostar de tudo. O parque onde ficámos
está entalado entre rio e mar, no meio de um pinhal denso. A paisagem é de
cortar a respiração. A praia com o forte da Ínsua plantado numa ilha em frente
e o monte de Santa Tecla, logo ali ao lado, no teu país, do lado de lá do
Minho.
Fui brindado com
um pôr-do-sol magnífico e ao jantar tu informas-me que afinal vens ainda hoje.
Daí a duas horas já estarias ao meu lado. Compraste o vinho (que não te
paguei...) e lá te esperei...
...
O nervoso miudinho
deixa de o ser... Quando finalmente chegaste, quando finalmente te vi, quando
finalmente chegou o fim da espera... Ali estavas tu. À porta do parque, com
dois braços e duas pernas, dois olhos e dois ouvidos, cinco dedos em cada mão,
cinco dedos em cada pé... malas nas mãos, à minha espera. Normal.
Dirigimos-nos para
a praia, conversámos, bebemos vinho, conversámos mais um pouco, bebemos mais
vinho... És normal. Mais do que isso: és encantador. A tua pronúncia carregada,
o teu olhar sereno, o cabelo a cair-te na face… Beijaste-me… Beijamos-nos e abraçamos-nos.
O frio estava a tornar-se insuportável e o cansaço já se apoderava
de ambos.
Fomos para casa e dormimos abraçados.
Na manhã seguinte beijámos-nos outra vez e envolvemos-nos perdidamente.
Toda a cabana ressoava calor, do chão ao tecto…
Neste preciso momento questiono-me: porque escrevo isto?! Vou-te
mostrar? Quero-te mostrar? Não sei as respostas para estas questões… Mas talvez
queira apenas registar. Já tentei escrever ficção, mas é tão mais fácil
escrever sobre o que me vai na alma.
Já ontem tinha começado a escrever, mas estava “perro”, as
palavras não saiam... Hoje sinto-me a discorrer...
Tomámos o pequeno almoço na praça, a intimidade cresce, a distância encurta-se. Vamos para a praia. Em moledo dizes-me ao ouvido que não gostas de estar ali: "aqui não te posso agarrar e beijar-te"... A tarde passa, o conforto cresce e a paz instala-se. O silêncio entre as conversas, o sol a queimar, o mar a subir... Vamos mais cedo do que o planeado para casa, a tesão é grande demais. Envolvemos-nos cheios de areia... Suados, cúmplices, apaixonados... Dou por mim a olhar-te. A perceber o que está a acontecer. Olho-te nos olhos. Vou tomar banho de água fria...
Corremos para partilhar o pôr-do-sol. Ainda vislumbramos o fim... Ficou o céu... o vermelho, o rosa, o lilás, o roxo e o azul infinito... o rio a reflectir este enorme espectáculo e Espanha a completar o cenário. Fotos para mais tarde recordar. Jantámos e novamente adormeço ao teu colo, sem preocupações...
O último dia chegou. Desperto lentamente, sinto-te beijar-me o pescoço. Envolvemos-nos outra vez... Adormeço... Volto a acordar, volto a sentir-te. Volto a ter-te em mim... Atrasados, apressamos-nos a arrumar tudo e deixamos o nosso poiso...
Depois de almoçarmos passámos a tarde inteira na praia, desta vez numa intimidade e cumplicidade à vista de todos. Sinto que me agarrei a tudo o que tinha para agarrar. Não queria olhar o relógio... Não queria projectar o futuro, os medos, os receios...
Tinha-te dito qual seria a receita para me apaixonar por ti. Tu, conscientemente ou não, superaste a receita mil vezes e agora esperas o quê!? que volte para casa e esqueça que tudo aconteceu?! que faça de conta que não mexeste comigo?! que não te procure mais?!
E tu?! o que sentes tu?!
É a hora de ser racional... mas eu não sei ser racional... não sei fazer de conta que isto não mexeu comigo.
Sim, continuo sem te conhecer. Mas sim, tenho 10 vezes mais vontade o fazer.
Proposta 001
"Passamos um fim‑de‑semana romântico, numa cidade pitoresca, num quarto rústico, com jantares à luz das velas, um bom copo de vinho, uma boa banda sonora... Passeios a pé pela cidade. Idas as termas, banhos em águas mornas, quentes e frias. Quem sabe ainda vemos um bom espectáculo. À noite vamos-nos enrolar e beijamos-nos loucamente e antes de dormirmos enroscados um no outro fazemos sexo louco...
Ingredientes para me apaixonar...
Sim, eu sou louco e sim, estou a exagerar e não tens que te preocupar..."
Ingredientes para me apaixonar...
Sim, eu sou louco e sim, estou a exagerar e não tens que te preocupar..."
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
A mais breve história de amor
Foste embora.
Foste embora e juntos concordámos que o melhor seria terminarmos a relação que estávamos a começar. Viste-me claramente emocionado e extremamente triste por te deixar mas não havia nada que pudesse fazer para lutar contra a realidade. As lágrimas escorriam-me pela face, abracei-te com todas as forças e deixei-me estar assim, a guardar o teu cheiro e o teu toque na minha memória
Foste embora como chegaste. De mansinho, sem dizer grande coisa. Repentinamente dou por mim novamente sozinho. Quando te conheci acabei por me entregar. Eu disse-te, apaixonei-me por ti porque não contava que tal fosse possível. Ironicamente, foi a distância que me fez apaixonar por ti.
Vivemos durante alguns dias, muito poucos, um clima de romance que já não conhecia. Mas, tão efémeros foram que num instante tudo terminou. Os problemas chegaram tão rápido quanto o "queres namorar comigo". E num terramoto, tudo pareceu terminar. Trocaram-se palavras feias. Quis-te ver longe! Atirei pratos, cheios de comida, ao chão. Tremi. Bebi uma garrafa de vinho. Fumei. Chorei. Gritei... Achei que nunca mais te veria...
Fizemos as pazes numa sexta de tarde. Eu entreguei-te a bola de ténis com que quis mostrar que me preocupava mais contigo do que tu comigo. Fizemos amor nesse dia. Foi a penúltima vez que o fizemos...
As coisas nunca mais foram as mesmas e a conversa do que estava para vir tornou-se presente entre nós. Com ela a distância cresceu e naquele que seria o último fim-de-semana contigo já não fizemos amor...
Fiquei aqui, sem ti, mas a pensar em ti. No que estavas a fazer. Se me irias dizer alguma coisa. Se te podia ligar. Quais eram as regras desta coisa nova em que estávamos. Fomos falando, sempre por mensagem. Não mais ouvi a tua voz. Ás vezes coisas sem sentido. Noutras, raras, palavras enamoradas. A saudade bilateral. Coimbra tem saudades de Faro e Faro tem saudades de Coimbra. Mas quando me convidas para te ir visitar, avisas logo que tal só poderá suceder-se daí a um mês. Com uma mão dás e com a outra tiras. É sempre assim... Eu sou o puto mimado que não tem objectivos na vida e que fica à tua mercê.
Fiquei aqui, sem ti, mas a pensar em ti. No que estavas a fazer. Se me irias dizer alguma coisa. Se te podia ligar. Quais eram as regras desta coisa nova em que estávamos. Fomos falando, sempre por mensagem. Não mais ouvi a tua voz. Ás vezes coisas sem sentido. Noutras, raras, palavras enamoradas. A saudade bilateral. Coimbra tem saudades de Faro e Faro tem saudades de Coimbra. Mas quando me convidas para te ir visitar, avisas logo que tal só poderá suceder-se daí a um mês. Com uma mão dás e com a outra tiras. É sempre assim... Eu sou o puto mimado que não tem objectivos na vida e que fica à tua mercê.
Hoje foste confrontado com o facto de que a minha vida não depende da tua. Que para bem ou para mal, quando foste embora, deste-me a liberdade de fazer o que me apetece com a minha vida. Julgas-me, mais uma vez, mas não te reconheço esse direito.
Não me podes julgar. Não o permito. Não podes ficar fodido por seguir a minha vida quando não me pediste sequer para não a seguir...
Não acordámos nada e tu foste embora. Agora temos o que temos. Cada um no seu lado. Quiça, cada um a pensar no outro...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Não entendo...
Gostava de me conseguir lembrar do que se passou. Perceber porque não deu certo da primeira vez.
Há uma década atrás apaixonaste-te por mim.
Fui o teu primeiro amor e ao mesmo tempo a tua primeira desilusão. É estranho. Eu nunca acho que serei o amor de ninguém. E apesar de na altura tu o mostrares, para mim tudo não passava de uma mania, uma ideia que terias posto na cabeça, sem perceberes o sentido da mesma.
Tenho poucas lembranças desses tempos mas recordo-me de ir contigo à tua quinta. De ver os cavalos. De achar que queria ser teu amigo e que ia conseguir sê-lo sem que a "paixão" se pusesse no meio de uma amizade que estava a começar. Claramente estava enganado e novamente seguimos os nossos caminhos sem que eles se tocassem...
Achei que me detestavas e que não haveria nada que eu pudesse fazer para o mudar.
Dizes que fui a melhor desilusão amorosa que podias ter tido, que te tratei sempre com o maior respeito. Gosto de acreditar que sim. Fiz isso mesmo.
Sem contar passámos o dia de namorados juntos e no dia seguinte partilhámos um jantar incrível. Abri-te a porta da minha vida, com receio, mas deixei-te entrar e foi tão bom. Falámos durante horas, percebemos que ambos estávamos mais maduros. A ti a idade fez-te especialmente bem. Estás mais interessante que nunca. Viveste uma década de loucura, de sonhos, de aventuras... Estás mais bonito também e o teu olhar encantou-me.
Cozinhei para ti e lancei todo o meu charme. Estava decidido a conquistar-te outra vez. Tinha o coração acelerado e mordi ligeiramente o lábio, o sabor da sobremesa ainda estava nos meus lábios, quando nos beijamos pela primeira vez.
...
Acordei nos teus braços. Agarrei-te. Senti-te.
...
Levantamos-nos. Ficamos mais umas horas na conversa e deixei-te novamente onde te tinha ido buscar.
Passado uma semana parece que foi tudo irreal... Não consigo entender o que se passou. Porque dizias uma coisa na sexta e no sábado outra. Porque desapareceste. Porque me deixaste fazer planos e depois pões-te fora de cena sem dizer nada... Não estou com esta conversa a querer cobrar nada que não seja entender... Gostava de perceber o que se passou. Só isso...
Gostava de saber porque não deu certo da primeira vez...
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Ode'ish aos noivos 2
Texto escrito em homenagem aos noivos.
Nesse dia fui irmão e cunhado. Mais um dia feliz. Nesse dia verti lágrimas e suor de alegria. Um dia muito feliz!
Inês e Pedro,
Imagino que já se tivessem apercebido que algo deste género se fosse passar.
É : a leitura realizada pela Joana não foi um engano. Na verdade, e apesar de bem saber que não querem surpresas no vosso casamento, o dia de hoje é especial para todos os que aqui estão presentes e eu fiz questão de o assinalar.
É : a leitura realizada pela Joana não foi um engano. Na verdade, e apesar de bem saber que não querem surpresas no vosso casamento, o dia de hoje é especial para todos os que aqui estão presentes e eu fiz questão de o assinalar.
Pedro, são já muitos os anos que passaram desde que nos conhecemos, na realidade, já fazes parte da nossa família e hoje essa pertença oficializa-se nesta cerimónia.
Inês, és uma pessoa incrível. Obviamente que és a melhor irmã do mundo, mas muito mais que isso: és a melhor filha, a melhor neta, amiga, colega, namorada e, tenho a certeza, serás também a melhor esposa, mesmo que o "titulo" ainda te faça alguma comichão.
O vosso namoro é um exemplo de que no amor não há impossíveis. Vocês não são só de cidades diferentes, a vossa relação foi construída ao sabor do vento, e durante os últimos 13 anos foram forçados a lidar e a aprender a ultrapassar a distância. É certo que o mundo foi-se actualizando, e o que ontem era longe, hoje está um pouco mais perto. Mas o tempo que vivem separados um do outro demora sempre o mesmo tempo a passar. Não há como evitar isso, o que só mostra que o nível de confiança, esforço e dedicação que ambos devotaram um ao outro é notável.
O amor que vos une é uma fonte de inspiração, é forte, é lindo! e hoje estamos todos unidos, convosco, para celebrar a vossa união.
Ode'ish aos noivos 1
Texto escrito em homenagem aos noivos.
Nesse dia fui padrinho. Um dia feliz.
Nesse dia fui padrinho. Um dia feliz.
"É sempre mais fácil escrever sobre aquilo que nos magoa...
É sempre mais natural, sempre mais sentido...
Murros e bofetadas à parte, não existe um verdadeiro sentimento de tristeza entre nós...
Há algo de eterno em tudo o que nos une:
Sempre nos conhecemos,
Sempre fomos amigos,
Sempre estivemos lá...
Em minha casa, em tua casa,
A brincar ou a ver televisão...
Na conversa sobre o nada,
A discutir fervorosamente o futuro!
Nas férias ou sem ser nas férias...
Enquanto esperávamos que o king terminasse...
Corremos, saltámos, gritámos, chorámos...
Tudo... Fizemos tudo... Partilhámos tudo!
Mesmo que à força... não foi uma mousse que nos separou!
Crescemos juntos... E hoje, dia do teu casamento, o teu dia mais feliz,
Primos desde que nascemos, passamos também a ter um papel assinado!
Não quero com isto roubar o protagonismo da data!
Espero que tu e o David sejam MUITO MUITO felizes!
Como sempre, Cá estaremos todos para acompanhar as novas histórias,
Os novos acontecimentos, novamente, tudo...
David! sê bem vindo a esta família!
Podemos não ter o mesmo sobrenome, mas todos nos amamos, cada um à sua maneira!
Beijo grande à noiva, a minha Prima Cristinita e um abraço ao Noivo, o meu Primo David"
Constatações
Nada resolve nada.
E ao invés de seguir
com a minha vida
deixo-me preso a um passado
que não tem futuro...
Apenas porque estou farto do presente?!
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